segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Mediação de Leitura e Brincadeiras na Praça do Piscinão Olaria


Olá, Pessoal!

Partilhamos com vocês uma ótima notícia: a inauguração do Piscinão Olaria, um piscinão coberto por área de lazer, 2 quadras poliesportivas, playground e um pavilhão para atividades culturais.
A inauguração, tão esperada pelas crianças e moradores da região, aconteceu no dia 28 de agosto e desde então o espaço anda repleto de crianças e adultos, ocupando esse espaço de convivência tão importante e tão escasso nas periferias do País.
No entorno do Jardim Rebouças não há uma área de lazer para que as pessoas possam praticar esportes, brincar ou que possa acontecer atividades com segurança e estrutura adequada. A vinda deste parque é motivo de alegria para todos que moram ou circulam pela região.
A equipe do coletivo Achadouros de Histórias, passou a ocupar esse espaço quinzenalmente com a atividade: Biblioteca vai à praça! - Levando mediações de leitura e brincadeiras para ampliar a divulgação da Biblioteca, o repertório de brincadeiras e de possibilidades de compartilhamento de saberes, estreitando assim, os laços com a comunidade local.
O Parque do Piscinão Olaria está localizado na Rua Jorge Soares de Macedo, altura do número 150 - Jardim Ana Maria ( bairro vizinho ao Jardim Rebouças) - bem próximo a biblioteca.

Nós, do Coletivo Achadouros de Histórias, apoiamos a criação de novos parques e áreas de lazer na cidade de São Paulo!



Confiram as fotos do primeiro encontro:




















terça-feira, 19 de agosto de 2014



Djeanne, nossa querida amiga e importante integrante do Coletivo Achadouros de histórias, foi embora e deixou entre nós um profundo silêncio... mas estará sempre viva na Brechoteca e dentro de cada uma das crianças, leitores e amigos.


Depois Melhora

Luiz Tatit


Sempre que alguém
Daqui vai embora
Dói bastante
Mas depois melhora
E com o tempo
Vira um sentimento
Que nem sempre aflora
Mas que fica na memória
Depois vira um sofrimento
Que corrói tudo por dentro
Que penetra no organismo
Que devora
Mas depois também melhora
Sempre que alguém
Daqui vai embora
Dói bastante
Mas depois melhora
E com o tempo
Torna-se um tormento
Que castiga, deteriora
Feito ave predatória
Depois vira um instrumento
De martírio duro e lento
Uma queda num abismo
Que apavora
Mas depois também melhora
E vira então
Uma força inexplicável
Que deixa todo mundo
Mais amável
Um pouco é conseqüência
Da saudade
Um pouco é que voltou
A felicidade
Um pouco é que também
Já era hora
Um pouco é pra ninguém
Mais ir embora
Vira uma esperança
Cresce de um jeito
Que a gente até balança
Enfim
Às vezes dói bastante
Mas melhora
Enfim
É só felicidade
Aqui agora
É bom
É bom não falar muito
Que piora
Enfim
É só felicidade